O plano parecia pronto até você começar
Você conversou com a IA, saiu um plano que parecia fechado, e você abriu o editor. Na terceira função aparece a pergunta que ninguém decidiu: e quando os dois acontecem juntos? E quando o valor não existe? O que a gente chama disso, afinal? Você para, decide no susto, segue, e três decisões improvisadas depois o código não bate mais com o que você imaginou. No fim, o trabalho não foi escrever: foi descobrir, tarde, tudo que o plano não tinha resolvido.
O problema não é falta de capacidade. É que o plano nasceu com buracos que só aparecem quando o teclado já está quente, e cada buraco vira uma decisão apressada que você vai pagar depois.
O que muda
Isto vira a mesa: antes de você escrever qualquer linha, o agente te entrevista sem trégua sobre a tarefa, uma decisão de cada vez, recomendando uma resposta e esperando a sua, até não sobrar nada assumido no escuro. Cada resposta abre a próxima pergunta, e a sessão só termina quando não há mais buraco pra tapar. Você sai com o plano de fato fechado, não com a sensação de que está.
E de quebra, enquanto vocês decidem, ele escreve. As decisões que são caras de reverter viram um registro curto do que foi decidido e por quê. Os termos que vocês precisaram acertar (o que é "pedido", o que é "cliente", o que aquela palavra ambígua significa aqui) viram um glossário do projeto. Quando você abre o editor, o contexto que costuma morar só na sua cabeça já está escrito, pra você e pra quem vier depois.
O que vem no pacote
- Três skills que trabalham juntas: a que conduz a entrevista, a que constrói o glossário e as decisões, e a que amarra as duas num fluxo só.
- Um guia em português que instala as três em qualquer agente que roda skills e mostra como disparar a sessão e o que esperar de cada rodada.
- A licença original (MIT) do autor, junto.
O que ele NÃO faz
- Não escreve o código por você. Ele fecha o plano e a documentação da decisão; a implementação continua sendo sua (ou de outra ferramenta que você use pra isso).
- Não é um app. Roda dentro do seu agente de IA (Claude Code, Codex, Cursor, e afins), e precisa de um agente que consiga acionar uma skill a partir de outra, ou de você chamar as partes na mão. Sem um agente desses, não há onde rodar.
- Não adivinha o que você quer: o valor vem de você responder as perguntas de verdade. Uma sessão respondida no automático fecha um plano automático.
- Não decide sozinho o que documentar como decisão: ele oferece com parcimônia, só quando a escolha é cara de reverter e tem trade-off real. Não espere um documento pra cada linha.
- Não é rápido de propósito. A entrevista é longa porque o buraco que ela evita é pior. Se o que você quer é começar a digitar já, não é isto.
Pra quem é
Pra você que ainda não tem o instinto de listar sozinho os casos especiais, e prefere ser guiado por eles a descobri-los quebrando. Pra você que programa há anos e quer o rigor de spec antes de codar, com as decisões registradas em vez de na memória. E pra você que já entrega com IA e projeta produto: aqui as decisões de arquitetura e as fronteiras entre as partes ficam escritas no ato, do jeito que escala pra um time.
Não é pra tarefa pequena e óbvia, onde parar pra ser entrevistado custa mais do que rende. E não é pra quem quer pular o plano e ir direto pro código: a skill existe justamente pra não deixar.
De onde vem
As skills são open source, feitas por Matt Pocock sob licença MIT. Você recebe uma cópia fixada das três, com a licença junto. A comunidade empacotou as partes que trabalham juntas num pacote só e traduziu o guia de instalação para o português. É de graça porque a base já é aberta: o trabalho de reunir, traduzir e testar fica de cortesia, como porta de entrada.
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