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Configuração de terminal que avisa qual agente parou te esperando

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Oito abas, e nenhuma diz nada

Você delega de verdade. Não é uma conversa com a IA por vez. São cinco, oito, quinze sessões abertas ao mesmo tempo, cada uma num pedaço diferente do trabalho.

E a barra de abas mostra isto:

meu-projeto (node)
api (Python)
meu-projeto (node)
site (node)
api (Python)
-zsh
meu-projeto (node)
infra (node)

Três abas com o mesmo nome. Nenhuma pista de qual está trabalhando, qual terminou há dez minutos com o resultado esperando, e qual travou numa pergunta de permissão que você precisa responder para ela sair do lugar.

Então você abre uma. Não é essa. Abre outra. Também não. Na terceira você já esqueceu o que estava fazendo na primeira, e a que estava travada continua travada, porque a ordem em que você adivinha não tem relação nenhuma com a ordem em que elas precisam de você.

O custo real não é o tempo de abrir aba. É que a sessão parada fica parada: ela não grita, não pisca, não aparece em lugar nenhum. Ela espera. E quanto mais sessões você abre para ir mais rápido, mais tempo o conjunto passa parado: o oposto do motivo de você ter aberto todas elas.

O que muda

A aba passa a responder duas coisas de longe, sem você abrir nada: o que essa sessão está fazendo e se ela precisa de você agora.

São três estados, e o do meio é o que importa:

trabalhando, não precisa de você
🔔 parada esperando permissão ou resposta
terminou, o resultado está lá

Um olhar na coluna da esquerda e você sabe onde ir. As que estão trabalhando você ignora; as que terminaram você recolhe quando quiser; a que tem 🔔 é a única que está custando tempo parada, e ela se identifica sozinha.

O nome também deixa de ser o diretório. A aba passa a mostrar o assunto da sessão: "migração do checkout", "investigar vazamento". É como você pensa no trabalho, não "api (Python)" três vezes. Renomeou a sessão? A aba acompanha sozinha.

E o layout serve a atenção: as abas viram uma coluna estreita à esquerda, então o que você está lendo ocupa a tela inteira enquanto o estado das outras quinze cabe num canto do olho. Máximo de espaço para uma coisa, aviso periférico para todo o resto.

Junto vem um lançador: abrir aba nova passa a perguntar em que projeto (qualquer repositório da máquina), em que conta e com que nome, em vez de te largar num shell vazio onde você digita cd e o comando de sempre. Se você alterna entre contas, o menu mostra quanto resta de cada uma na hora de escolher, então você para de descobrir que a conta acabou depois de já ter começado o trabalho nela. E dá para abrir só um terminal comum já no projeto, para o git diff e o log que acompanham a sessão.

E uma retomada de verdade: fechou tudo sem querer, o computador reiniciou, e as sessões voltam, cada uma no seu diretório e na sua conta. (A restauração de janelas do sistema não faz isso: ela recria abas vazias, sem nada rodando dentro.)

O que vem no pacote

  • O statusLine que escreve o rótulo. Funciona sozinho; se você já tem um, um guia à parte mostra as duas funções para colar no seu.
  • O lançador de abas (projeto, conta, nome, ou só um terminal no projeto) e a retomada de sessões salvas, com seleção múltipla.
  • O medidor de contas que abastece o menu de escolha.
  • Um aplicador de configuração do terminal, com backup automático e --reverter.
  • Um modelo de arquivo de contas comentado, para quem alterna entre várias.
  • O LEIA-ME: instalação passo a passo, uma tabela do que cada ajuste faz e por quê, e uma seção de diagnóstico com os três sintomas que aparecem na prática e o que fazer em cada um.
  • Quatro telas e um vídeo curto mostrando os estados mudando ao vivo.

O que NÃO faz

  • Não é multiplataforma. É macOS + iTerm2. O mecanismo do rótulo usa sequências de escape padrão, e o LEIA-ME documenta o que cada ajuste de perfil faz justamente para você conseguir adaptar a outro terminal. Mas a adaptação é sua, e há terminais que simplesmente não deixam o programa mandar no rótulo da aba (o guia explica como descobrir em um minuto se o seu deixa).
  • Não notifica. Não toca som, não manda push, não acende nada no Dock. É informação passiva: só serve se o terminal estiver visível num canto da sua tela.
  • Não gerencia contas. Se você usa várias, ele aproveita o esquema que você já tem: um arquivo de configuração diz qual é qual. Ele não cria, não troca e não renova login.
  • A leitura de quota depende do que a conta expõe. Conta parada há muito tempo, ou cujo login não permite consultar o uso, aparece sem número. O pacote prefere admitir que não sabe a exibir um número de outra conta.
  • Depende de duas ferramentas externas (jq e, para o lançador, fzf), ambas de uma linha de instalação via Homebrew.
  • Não muda o comportamento das sessões. Nada de fila, prioridade ou resposta automática: ele informa, você decide.
  • O nome vem do Claude Code. Sessão sem nome mostra o diretório, e o produto não inventa título para ela.

Pra quem é

Para quem já roda várias sessões de agente ao mesmo tempo e sente o atrito disso: a sessão esquecida, a pergunta de permissão que ficou meia hora sem resposta, a aba aberta por engano pela terceira vez.

Se você trabalha com uma sessão por vez, isto não resolve problema nenhum seu: você sempre sabe onde está o único agente que existe. O produto pressupõe o paralelismo como rotina; é dele que vem a dor, e é para ele que a configuração foi feita.

Sua conta. Perfil ativo: Sem perfilTheoYanBrunelliEntrar no grupo do WhatsApp